Pages

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A cultura em estado de site


Por: Marco Antônio
Acadêmico de jornalismo-6º Semestre

Não podemos de maneira alguma negar que a Internet veio para abrir horizontes e marcar, realmente, o início do século XXI. Ninguém se lembra mais das linotipos, máquinas de escrever e dos telegramas, entre outros, que nem lembro mais parta citá-los. Tenho certeza que isso será conhecido pelos nossos filhos em suas aulas de histórias ou, mais detalhadamente, em suas aulas relativas.
Vale salientar que esse museu foi preparado há menos de cinqüenta anos, pois demos um salto vertiginoso para a era digital dos Ipods, dos gravadores de DVD... Da fotografia digital!
Com o apertar de uma tecla acessamos o mundo, conhecemos a variada gama de cultura, os povos, suas artes.
Mas, convenhamos, temos mais oportunidade de participar. E temos que participar.A blogmania é uma realidade para todos os que têm acesso à rede mundial de computadores. E, mesmo sem ter um PC em casa, as salas de acesso estão, por assim dizer, muito acessíveis. Desta forma não podemos dar desculpas por nosso ostracismo intelectual, temos mais é que dar um tapa em nossa própria cabeça, para ver se ela pega no “tranco” e colocar a imaginação para funcionar. Acho que agora cabe muito bem aquela máxima: Dar asas à imaginação!
E o infinito é o limite. Blogar, criar sites, participar, pesquisar, não podemos é ser meros espectadores.
No cinema, a fotografia digital ressuscitou dinossauros, criou seres do futuro, fez bichos e crianças falarem como gente grande... Fez o homem voar!
O que precisamos é garantir mais participação de nosso estado no vários eventos que existem pelo mundo, divulgar o talento de nossos músicos, de nossos artistas plásticos, de nossos atores e técnicos, formando platéia.
E aqui temos mais um problema em que precisamos estar linkados: formação de platéia! Os grupos, os segmentos estão preocupados em criar, preparar, montar e exibir como se já estivesse ali fora uma multidão ávida pelo seu espetáculo, seu show, sua exposição, sua arte.
Não é bem assim, é preciso apresentar ao respeitável público essa nova dinâmica de gravações domésticas de CDs, de formatação de revistas, pois o povo não onívoro a ponto de apreciar o que lhe jogarem. Eles têm seus gostos, suas predileções, seus ídolos. E ainda tem os que são analfabetos de tudo isso. Ou você duvida que tem meninos e meninas da periferia que nunca foram a um cinema? Ou que nunca assistiram a um show de hip-hop? E toda essa juventude, bem como os seus pais, precisam conhecer para poder escolher com o que mais se identificam.
E nesse ponto, todos, artistas, governantes e empresários somos omissos. Esse pessoal todo é o público que está faltando naquele show que deu prejuízo.
Precisamos, sim, da inclusão digital e precisamos simultaneamente mover forças no sentido de facilitar o teatro, o cinema, as artes, ao morador da periferia... Das passarelas!
E assim, criaremos mais artes, mais técnicos e também mais público, pois é ele quem transforma o artista em artista. Com ele é que se alcança a projeção mundial que todo artista gosta e merece, seja ouvindo o som dos aplausos ou do tilintar.

1 comentários:

Joni disse...

Amigo Marco, tão desatento a algumas coisas e muito atento (penso eu) a outras, li esse teu artigo no blog do Clay e nem percebi que tua assinavas. Cara, e o título... Dá uma olhada no post que apliquei no blog dele.
Bom, é isso mesmo! E ainda querem nos trancafiar em nossos pensamentos! Agora, pensamos o Mundo!
Abraços
Joni Bigoo